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Preservação da Memória

24/06/2022

O maior erro do judiciário

Uma população clama por justiça. Um governo autoritário, buscando uma rápida e eficiente resposta para a situação, envia um delegado sem escrúpulos para conduzir o inquérito policial. O Ministério Público e o Tribunal de Justiça não concordam, duas vezes, com a decisão do Júri Popular, que não tinha mais a sua soberania garantida pela Constituição. E quando um ex-morto imaginário revive 15 anos depois do seu suposto assassinato, os olhares se voltam para uma pequena cidade mineira e expõe um dos maiores erros do judiciário brasileiro. Para se fazer justiça, cometeram uma injustiça. 

Em comemoração dos 200 anos do Tribunal do Júri brasileiro, o procurador de Justiça aposentado Valdecir Guidini de Morais resgata uma icônica história jurídica de nosso país. O caso dos irmãos Naves. Neste relato, fica evidente a combinação perigosa de um Estado autoritário, com todo um aparelhamento, e a falta de soberania do Júri Popular.

Confira a história: O caso (verdadeiro) dos irmãos Naves.

Levando o processo a julgamento, texto escrito pela promotora de Justiça Sandra Regina Koch, e 200 anos do Tribunal do Júri, pesquisa realizada pelo Memorial, além do vídeo com o promotor de Justiça Lucas Cavini Leonardi no Instagram, elaborado pela ASCOM do MPPR, são outros trabalhos em alusão ao bicentenário do Júri no Brasil.

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