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Notícias do Memorial

09/03/2020

Elas fizeram e fazem história no MPPR

Por ocasião da passagem do Dia Internacional de Mulher, comemorado em 8 de março, a equipe do Memorial convida todos a conhecerem um pouco mais sobre a história do Ministério Público do Paraná, partindo dos registros feitos por três procuradoras de Justiça que desempenharam papéis de vanguarda na instituição.

Celita Alvarenga Bertotti nasceu na cidade São Gonçalo (RJ), em 1935. Ingressou no MPPR em maio de 1959, como promotora pública interina da comarca de Nova Esperança, aos 23 anos de idade. Duas décadas depois, tornou-se a primeira mulher procuradora de Justiça do MPPR, em março de 1982. Aposentou-se no ano de 1994. 

Ao ser entrevistada pela Comissão do Memorial em 1996, Celita descreveu as dificuldades vividas pelas mulheres no meio jurídico, a exemplo do preconceito com relação à atuação feminina no Tribunal do Júri.

Em 2018, Celita Alvarenga Bertotti também concedeu uma entrevista para a Diretoria das Mulheres da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP):


Joselita Becker de Araújo Barbosa nasceu em 1939, na cidade de Rio Negro (PR). Ingressou no MPPR em maio de 1965, foi promovida ao cargo de procuradora de Justiça em março de 1986, aposentando-se em 1993. A Comissão do Memorial entrevistou Joselita Becker de Araújo Barbosa em 1996, oportunidade em que ela abordou a condição da mulher no meio jurídico – predominantemente masculino. Em uma de suas histórias, Joselita relata quando atuou como advogada perante o Tribunal do Júri, antes de ingressar no MPPR, era denominada pelo promotor de Justiça como “a Chapeuzinho Vermelho que defende o Lobo Mau”.


Maria Tereza Uille Gomes nasceu em abril de 1964 na cidade de Londrina (PR). Ingressou no Ministério Público em 1987, um mês antes de completar 23 anos, como promotora de Justiça substituta da comarca de Jacarezinho. Foi a primeira mulher eleita presidente da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), para o mandato 1999-2001, sendo reeleita para o biênio seguinte. Entretanto, o segundo mandato foi interrompido com sua eleição ao cargo de procuradora-geral de Justiça, assumido em fevereiro de 2002, o qual também logrou ser a primeira mulher a ocupar, ainda na condição de promotora de Justiça. Ao deixar o comando do MPPR, foi eleita e reeleita presidente da APMP novamente, exercendo os mandatos 2005-2007 e 2007-2009. 

Promovida a procuradora de Justiça em novembro de 2010, Maria Tereza também exerceu o cargo de Secretária de Estado de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SEJU) no governo de Carlos Alberto Richa (2011-2015), além do cargo de vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (CONSEJ), em 2012.

Aposentou-se em 2016, entretanto continuou atuante, ocupando uma cadeira no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 2017, sendo reconduzida à função em 2019, para mais um biênio.

A Comissão do Memorial realizou duas entrevistas com Maria Tereza - a primeira em dezembro de 2000, quando ela ocupava o cargo de presidente da APMP:

e a segunda em abril de 2004, no penúltimo dia de seu mandato como procuradora-geral de Justiça:

 

Além disso, mais recentemente, no âmbito do programa REConto, o Memorial entrevistou as servidoras Mari Teresinha Ramos Kotaka (2017), Odete Vilella Ximenes (2017), Soanê Leprevost (2017), Izabela Kodaka (2018), Maria Priscila Mazarotto Thomé (2018) e as procuradoras de Justiça Valéria Teixeira de Meiroz Grilo (2019), Rosana Beraldi Bevervanço (2019), Miriam de Freitas Santos (2019) e Samia Saad Gallotti Bonavides (2019), as quais também registraram parte de suas memórias em áudio e vídeo.

A Diretoria das Mulheres Associadas da APMP, por sua vez, traz diversas informações sobre mulheres de relevância para o cenário brasileiro e entrevistas com promotoras e procuradoras do MPPR.

Registrando a passagem do Dia Internacional da Mulher, a equipe do Memorial presta homenagem a todas as mulheres que fazem parte da história do MPPR, em especial àquelas que enfrentaram ou ainda enfrentam dificuldades adicionais em suas carreiras pelo simples fato de serem mulheres.

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